lpwot entrevista…

Um conteúdo produzido por Leandro “lobomau” Rolim

Com o intuito de promovermos e conhecermos todos os Clãs participativos na LPWOT,  vamos publicar uma série de entrevistas que estão a ser realizadas aos responsáveis de todos os Clãs. As entrevistas serão publicas pela ordem de antiguidade de criação do clã e terão uma publicação de carácter semanal.

 

Data de criação do clã:  16/06/2012

Entrevista realizada a “RLDevil” Cmdt dos -CEP-

Qual é a história dos CEP?

O clã foi criado originalmente pelo Virus523 como clã  Anjos Negros. É o terceiro mais antigo clã activo da comunidade Portuguesa do WoT. Criado no dia 16-6-2012. Originou de uma comunidade de outro jogo que entretanto se focou no WoT. O nosso jogador mais antigo de momento tem 1555 dias no clã e foi o segundo Cmdt do clã. Eu tenho 1126 dias no clã. Fui segundo em comando dos Anjos Negros. Eu fiz uma pausa de 3 meses e durante esse tempo houve crise no clã. Tínhamos poucos jogadores e ponderou-se encerrar o clã. Os jogadores foram todos contactados, realizou-se uma reunião e decidiram que valia a pena salvar o clã. Começou a haver mais dinamismo, mas eventualmente houve desentendimento entre o fundador e os restantes membros da Administração. Como o clã Anjos Negros era parte de uma comunidade multi-gaming incluindo WoT e WarThunder, decidiu-se mudar a TAG do clã para uma comunidade só de jogadores de WoT. Assim nasceu o Corpo Expedicionário Português marcando a separação da comunidade dos Anjos Negros.

O que te levou a escolher o WoT em relação ao WT?

O WT é mais simulador e o WoT é mais Arcade. Eu acabei por preferir o dinamismo do WoT. E a maioria dos jogares de WoT dava uma voltinha nos aviões do WT mas para os tanques voltava ao WoT.

Quando nasceu o CEP?

Desde cerca de Março de 2016. Aquando do rebranding como Corpo Expedicionário Português os Anjos Negros estavam na posição 3442 do ranking. Um mês depois como CEP já estávamos na posição 1952. E dois meses depois do nascimento na posição 1359. Em dois meses tivemos uma boa evolução com novos jogadores, novas regras e nova Administração. A posição actual dos CEP varia entre a posição 1100 e a 500 dependendo das Clan Wars e Escaramuças que variam muito os ELO ratings. Não ter a defesa activa nas Fortificações é suficiente para baixar o rating para a posição 1000, onde estamos de momento.   

Qual é o modelo hierárquico do CEP?

Existe um Chefe de Estado Maior. Eu sou o Cmdt. Temos um Quartel General de 5 elementos como Administração. Os postos são os que estão na página do clã, um Commander, 2 Executive Officers e 2 Personal Officers. Os Combat Officers são 2, são os nossos Field Commanders. Temos mais 4 Intelligence Officer que nos dão apoio com papeis de moderação no TS do clã e temos o Recruiting Officer. A partir daí as patentes são atribuídas de acordo com a actividade e a permanência no Clã.

Objectivos a curto prazo para o CEP?  

Nós temos jogadores com mais de 3 anos que conhecem muito bem o clã. Eles têm puxado mais jogadores para o clã. O único requisito é a utilização do TS. Tirando isso temos poucas obrigatoriedades. É tudo facultativo mas temos actividades diárias de treino, escaramuças, batalhas de treino. A nossa “happy-hour” é das 21:30 às 22:30 quando temos a maior parte das actividades. A única obrigação é estar no Team Speak.

Portanto de momento o CEP é mais um clã de convívio que competitivo?

É um clã mais de convívio. Tentamos tornar o convívio competitivo para melhorar-mos mas sempre facultativo.

Quando chega a hora das Clan Wars ou Escaramuças não há faltas de comparência?

Durante a nossa “happy-hour” diária a quantidade de jogadores no TS é normalmente superior a 20 jogadores. Se estiverem 25 jogadores online no jogo sei que posso entrar no TS e estão lá os 25. Chamar os jogadores para as actividades torna-se mais fácil.

Como conheceste o WoT?

Não me lembro como conheci o jogo, provavelmente uma publicidade na Internet. Ao fim de cerca de 1000 batalhas vi que existiam clãs. Reconheci o nome dos  Anjos Negros como Português e entrei neste clã.

Achas que o Wot é conhecido em Portugal?

Vi a publicidade na TV. Acho que a maior parte dos jogadores Portugueses desconhece o WoT e a publicidade acaba por ser de boca em boca.

Concordas que A publicidade na TV era muito má?  Não mostrava gameplay absolutamente nenhum.A publicidade deixou muito a desejar. Estamos a fazer publicidade através da Liga para espelhar a dimensão do jogo. Um jogador que comece a jogar sem nenhuma apresentação não se vai aperceber da dinâmica multi-jogador que o WoT pode ter. O jogo evoluiu bastante ao longo dos anos. Se a WG tentasse fazer hoje um manual iria ser extremamente longo.

Tens mais de 1300 batalhas no Dicker Max, o teu tanque mais jogado. És um camper?

O Dicker Max foi a minha primeira compra no jogo. Comprei-o com 50% de desconto. Gosto de Tds, sou camper. Para mim o DM é um dos melhores tanques para aprender a jogar como Tank Destroyer. Ensinou-me a não levar tiros, jogar atrás, usar o terreno, prever o movimento do adversário e dar fogo nos tanques que os pesados estão a enfrentar ou que os scouts estão a spotar.

Eu gosto de TDs e um dos meus tanques preferidos é o Ferdinand. Jogo em proximidade com os pesados dando-lhes apoio. Angulando a blindagem no momento certo é um tanque difícil de enfrentar.

O que achas dos jogadores de WoT? São mais maldispostos que os jogadores de outros jogos?

Eu não acho isso. A comunidade como joga muitos Random Battles porque não há jogo de equipa. Mesmo em pelotão temos jogadores que não trabalham em conjunto. O jogo toma a dimensão interessante com as batalhas de equipa. Jogar sozinho em random é uma lotaria. Nas batalhas de equipa e Escaramuças o jogo tem um interesse muito superior.

Nas batalhas Random, achas os pelotões OP?

Quando existe um ou dois pelotões de cada lado a batalha torna-se interessante. Isto desde que os jogadores sejam competentes e saibam trabalhar em conjunto. Não acho que seja OP porque há sempre aqueles jogadores que não sabem jogar em equipa.

Mesmo quando tens que enfrentar um pelotão de unicums?

Os bons jogadores vão jogar bem em qualquer tanque, em qualquer tier. Mesmo isolados vão fazer a diferença. Um pelotão de unicums vai tornar a batalha muito mais interessante. Não se aprende a jogar sempre a jogar contra os “tomates”.

Conselhos para jogadores novos?

Quem começa a jogar não tem paciência e quer é ir para a frente e dar tiros. Obviamente morre logo e vai para outra batalha. E faz isto sistematicamente. Quando faço formação com jogadores novos digo-lhes “Só andas atrás de mim”. Isto é logo meio caminho para eles chegarem vivos ao fim da batalha. Um jogador novo sozinho não faz isto e não tem calma. Nós no CEP acreditamos que a formação nos penaliza até certo ponto nas estatísticas individuais mas acaba por compensar na atracção e retenção dos novos jogadores.

Actualmente jogas mais em Random battles ou batalhas de equipa?

Eu acho que a maior dimensão do jogo é nas batalhas de equipas. As Clan Wars têm horários proibitivos para o meu clã. Somos um clã mais adulto, temos só dois miúdos entre os 16 e 17 anos. O resto dos jogadores têm geralmente 30 ou 40 anos para cima. Clan Wars às 20h para os CEP não dá. A vida profissional e pessoal leva-nos a jogar essencialmente a partir da 21:30 e apostamos mais nas batalhas de equipa.

Tens jogadoras nos CEP?

Tínhamos uma jogadora bastante activa,  a semog, mas de momento está ausente por motivos profissionais.  Era essencialmente jogadora de arty e TDs.

O que achas das alterações que se testam na Sandbox de momento?

Eu já cheguei ao jogo quando a munição premium se podia comprar com créditos. Portanto todos os jogadores estão em pé de igualdade quer gastem dinheiro no jogo ou não. Mas não acho que carregar na tecla 2 para furar qualquer tanque seja uma táctica muito justa. O jogo deixa muito a desejar em termos de realismo devido a mecânicas de jogo e de balanço dos tanques russos. O jogo precisa de algumas melhorias de balanço especialmente nos tanques russos e na munição premium.

O que gostavas de ver no futuro do jogo?

Gostava que fechassem o jogo aos Mods. O jogo actualmente está muito mais completo com a integração dos conceitos de muitos mods. É extrema incompetência demorarem tanto tempo a integrarem os mods mais úteis no jogo e a fecharem o jogo aos mods ilegais e injustos.

Mas a WG está finalmente a penalizar os utilizadores de mods injustos.

Eu acho isso incorrecto porque quem incentiva e autoriza o uso de mods é a Wargaming.
Fomentaram o uso de mods para tornar o jogo popular. Agora querem bloquear tudo o que não está dentro das regras. O caminho justo seria integrarem os mods mais populares na comunidade no jogo e fecharem o jogo a mods. A artilharia deve continuar a existir mas deve ser balanceada com uma função diferente. Devia ter maior raio de acção de dano, fazer dano numa área muito maior, e deixar de tirar a vida toda a um tanque com uma penetração. Se a artilharia existe para atingir tanques a acampar deve conseguir fazer dano a tanques parados atrás de protecções e não a matar tanques em movimento com um tiro. Isso destrói o jogo.

Retiravas algum tanque do jogo?

Eu acho que não. Jogo isto com prazer e gosto tanto dos tanques fortes como dos fracos.
Mas por exemplo o T34 Americano já o tive e vendi-o porque me irritava profundamente. Ouvi dizer que foi melhorado mas agora há tanques mais recentes e superiores. Não vale a pena. Outro foi o IS-8 Soviético (agora T-10), foi um tanque que me irritou profundamente.

Não se podia jogar como pesado o que acabou por ser uma desilusão depois do IS-3.

Que tipo de jogadores procuras para os CEP?

Jogadores maduros e pro-activos. Jogadores que queiram trabalhar para o Clã, que tomem a iniciativa de jogar escaramuças e que não se importe de organizar uma equipa e de a comandar.

Como foi desenhado o logo do CEP?

O logótipo do clã é baseado no distintivo do Corpo Expedicionário Português da Primeira Guerra Mundial. Alguns de nós ainda conhecemos veteranos, como por exemplo o meu bisavô, mas temos mais jogadores que tiveram familiares no CEP e lembram-se das estórias deles sobre os horrores da guerra. Foi em homenagem a eles que decidimos reavivar a memória do Corpo Expedicionário Português através do nome e logótipo do clã. A imagem do tanque foi uma arte gratuita que encontrámos e depois com a aplicação do distintivo do CEP ficou o logo final do clã.

Quando o clã renasceu como CEP tentámos evitar os clichés do WoT, os escudos, espadas e caveiras e acabámos por desenhar algo simples e à pressa mas que tem algo a ver com a nossa história.

 

 

Data de criação do clã:  05/06/2011

Entrevista realizada a “Negrao” Cmdt dos GOP

Quem são os GOP e como começaram? 

O GOP nasceu quando 3 membros do primeiro clã Português de WoT, o STS, decidiram abandonar o mesmo para criar um novo projecto. Inicialmente foi criado como clã de amigos essencialmente para convívio. Passado um mês ou dois do jogo sair de Beta começou os GOP e o recrutamento do pessoal.

Os três elementos fundadores do GOP eram militares? 

Dois dos três elementos. Eu (Negrão) fui militar no Regimento de Artilharia 4 em Leiria e depois acabamos por descobrir que eu tinha sido comandante de pelotão do Comandante e fundador dos GOP, o Bogoe. Só passados alguns meses em conversa é que nos apercebemos que tínhamos servido juntos.

O treino e disciplina militar ajudaram de alguma maneira no sucesso dos GOP?

Não, de forma alguma. A principal vantagem que o serviço militar nos pode ter dado foi o espírito de corpo. É uma característica que é bastante importante e faz falta a muita gente. Tivemos muitos elementos que foram militares e o espírito de corpo ajudou a consolidar o progresso mas não foi a característica definitiva dos GOP. A maior parte dos membros dos GOP não foram à tropa. Foi mais o acaso de por sermos militares nos sentirmos atraídos para este jogo. Quem serviu na Artilharia e na Cavalaria revê nas mecânicas do jogo algo parecido com a realidade.

Estás a dizer que achas o WoT realístico? 

Parecido à realidade. Muitas mecânicas como a normalização e penetração são baseados em conceitos teóricos reais mas aplicados e adaptados à jogabilidade.

 
LPWOT – O overmatching por exemplo, tem algum fundamento na realidade? 

O overmatching existe na realidade, são princípios de física, a energia cinética de um projétil de grande calibre vai fazer dano num veiculo com pouca armadura independetemente da inclinação das superfícies da estrutura do veiculo. No jogo são aplicadas formulas para esse calculo, no entanto existe sempre uma variável implícita que desconhecemos o seu valor (RNG).

Visto que tens conhecimentos teóricos e práticos reais sobre artilharia achas que a mesma como está representada no jogo tem alguma semelhança com a realidade? 

Não. São coisas completamente distintas. A artilharia real tem múltiplas modalidades. Um tiro indirecto atingir um tanque seria altamente improvável em situação real. O tiro indirecto de artilharia é à zona, a área afectada seria sempre muito maior que o “splash damage” de metros como aplicado no jogo. A artilharia trabalha sempre em conjunto “Bateria”. Uma Bateria serão 4 a 8 bocas de fogo a disparar. Um bombardeamento maciço à zona visada. Portanto o dano por splash será realístico. O dano por penetração ocorre mas muito raramente.

O que achas de aumentar o raio de splash damage mas diminuir o dano por penetração/mortes só por um tiro?

Os tiros certeiros num alvo ocorrem na realidade. Nos nossos treinos em Santa Margarida havia um carro de combate alvo, um observador avançado no local a comunicar as coordenadas do local e a bateria de artilharia estariam a 10/15 km do alvo. Quando havia um tiro certeiro no alvo a recompensa era grades de cerveja para toda a gente. Tal acontecimento era bastante raro.

As peças que usavam acertavam em media a quantos metros do alvo?

Não usávamos Peças, usávamos Óbus de Artilharia mais precisamente o Light Gun L-118, de 105mm Óbus ligeiro de fabrico Britânico. Era desenhada para intervenção rápida e podia ser heli-transportada. A diferença entre Peça e Óbus é essencialmente no calibre que é usado, quando o calibre é superior a 150mm estamos perante uma Peça de Artilharia, quando  é inferior a 150mm dá-se o nome de Óbus.
A precisão depende muito do tipo de munição. Nós usávamos essencialmente munição AP e HE.

Então sempre existe munição AP para artilharia? 

Existe tal como no jogo mas AP só é eficiente contra edifícios ou tiro directo. É pouco usada actualmente porque a munição HE é também penetrante até certo ponto. Existe ainda munição anti-infantaria que explode a dezenas de metros no ar e chove em cima das tropas desprotegidas. Quem se esconder atrás de um obstáculo consegue proteger-se de munição convencional, mas a munição anti-infantaria explode a 20-30m de altura e faz efeito spray para baixo espalhando os estilhaços em leque. O poder de artilharia é a possibilidade de usar simultaneamente diferentes tipos de munições no mesmo momento. Isto tudo a funcionar em conjunto, munições de contacto a explodir no chão e munição de anti-infantaria a explodir no ar, isto tudo em simultâneo é um espectáculo. Um espectáculo para quem está a ver, à distância. Tiro nocturno então é excelente. Um exercício nocturno de artilharia parece uma passagem de ano. Temos a granadas de fósforo branco que caem de para-quedas e iluminam tudo num raio de 3 a 4 quilómetros. Este conjunto de munições pode ser combinado de acordo com o campo de batalha.

Tens alguma sugestão ou ideia de como tornar a artilharia numa classe mais justa? 

A artilharia é uma lâmina de 2 gumes. Um tiro de artilharia em Clan Wars pode decidir um jogo. Se tiver reload mais baixo e fizer menos dano acho que vai ser menos jogada. Os “one-shot” e o grande dano são os atractivos da artilharia. Se alterarem isso os jogadores vão deixar de jogar com essa classe.

Dizes então que está “ideal” de momento, frustrante para os dois lados? 

Exactamente. Actualmente “massacra” os jogadores de artilharia e os jogadores atingidos pela arty. Acredito que a WG tenha feito imensas experiências e testes e tenha chegado à conclusão que este é o melhor “balanço”. Não é o ideal para todos mas tem o seu atractivo. 

Existem artilharias em que tens que dar 20 ou 40 tiros para fazer uma penetração.

Isso faz parte do papel da artilharia. Se a artilharia fosse precisa era muito OP.

Eu já ouvi dizer várias vezes que no inicio do WoT a artilharia era muito mais perigosa sendo muito mais precisa. Os LT eram importantes para caçar a artilharia e toda a equipa trabalhava em conjunto para abrir um flanco para os LT irem caçar a arty inimiga. Era assim? 

Não, não era assim. A artilharia era mais precisa mas não existiam arties tão potentes como as tier IX e tier X que foram adicionadas posteriormente. Eram mais precisas mas faziam menos one-shots. Eu sou um noob em artilharia, não é uma classe que eu jogue muito. Só tenho duas arties, mas por exemplo com a tier X GW E100 alemã, no início cheguei a destruí 7 tanques. Isso diz algo acerca da artilharia actualmente. Como já não jogo com arty à alguns updates não sou a pessoa indicada para falar sobre a artilharia actualmente no jogo.

Quais são os teus tanques preferidos no jogo? 

Gosto essencialmente de médios como o Obj 140. Gosto de Lights como o T-54 lw. Gosto do T49 americano com a derp. Estou curioso para ver os Lights de tier X. 

O teu tanque mais jogado é o Type 59 com mais de 4 mil batalhas.  

Porquê… 90% dos tanques que tenho agora foram adquiridos no início dos GOP. Nessa altura não havia WN8, stats, não havia nada. O objectivo era ter tiers X. O objectivo foi fazer um “rush” para tier X. O Type-59 era a minha máquina de imprimir créditos. Era muito OP. Faziamos pelotões com 3 Types e dominávamos. Foi graças a ele que fui um dos primeiros (jogadores portuguêses) a ter 20 tanques tier X.

Ainda vale a pena actualmente o Type-59? 

Não tem nada a ver. Eles estragaram o tanque completamente. Mas ainda há jogos em que faço 100 mil créditos.

Planos para o futuro dos GOP? 

Eu começava por dizer aquilo que é os GOP e porque tivemos sucesso. Alguns clãs que estão a começar agora também estão a tomar esta atitude. O sucesso dos GOP não se deve nem ao Negrao, nem ao X, nem ao Y especificamente. Deve-se a uma série de implementações adoptadas pela Administração que ninguém utilizava. A dada altura tivemos que decidir se os GOP era um clã de convívio ou de competição. Estas decisões sempre foram decididas por votação. Quando eu fui nomeado Comandante dos GOP após a saída do Bogoe, a minha primeira acção foi acabar com o modo de liderança classico (o Supremo líder) e criar uma Administração com vários Membros. O segredo dos GOP não é a filosofia militar da unidade de comando (só uma pessoa comanda em qualquer altura) mas sim a democracia. Não há um líder supremo. Somos mais como a Administração de uma empresa. Isto ajudou muito. Existe a Administração dos GOP. O Cmdt é só um cargo honorário. No meu caso por ser o elemento mais antigo do clã. Enquanto alguns clãs se desfizeram devido a conflito interno os GOP continuaram sempre a evoluir. Fomos também os primeiros a assumir a importância do WN8. Foi controverso porque tivemos que retirar a tag GOP aos jogadores com baixo WN8 quando decidimos ser um clã competitivo. Existe a comunidade GOP e a equipa competitiva com a tag GOP. Ter a tag GOP implica o WN8 e o espírito de corpo e participação. Se não participas, podes ser roxo mas perdes a tag. Fomos muito rectos nesta decisão e atraímos muitos bons jogadores nacionais. Eventualmente os clãs de topo internacionais começaram a cobiçar-nos os jogadores. Quando isso acontecia eu aconselhava a experimentarem esses clãs de topo para quando quisessem voltar trouxessem essas novas experiências e mais-valias para os GOP. Muitos desses jogadores regressaram aos GOP e contribuíram para as vitórias em muitas campanhas. O sucesso dos GOP deve-se a estas “pequenas” coisas, algumas delas tivemos que ter “tomates” na altura para implementar. Não sabíamos se os jogadores se iam todos embora ou se o clã ia sobreviver mas arriscámos e tivemos sucesso.

Portanto o clã GOP é a comunidade e a equipa de competição? 

Sim. Houve uma altura que tínhamos uma comunidade de jogadores de vários jogos. Mas entretanto acabámos com isso e estamos focados só no WoT. Uma das nossas capacidades é saber parar se não estamos em condições para competir ao mais alto nível. Recentemente, à cerca de 5 meses fiz um comunicado a anunciar que os GOP iam fazer uma pausa. Não havia condições para competir ao nível habitual. Alguns Field Commanders casaram-se, outros foram pais, estudos, etc. Chegou-se a um ponto em que estávamos parados. Não havia condições para uma participação na campanha portanto quando o pessoal que queria fazer a campanha me comunicou a sua vontade aconselhei-os a procurar clans Portugueses e fazerem a melhor campanha possível. Muitos deles inscreveram-se nos RYNO por estarem a destacar-se no seu desempenho e os RYNO fizeram uma excelente campanha. No final dessa campanha alguns desses Gopianos voltaram a contactar-me  para apresentar um projecto de forma a reactivar os GOP e basicamente retiraram-me da pre-reforma. Membros actuais da Administração dos GOP são ex-jogadores dos GOP2. É um facto que me deixa particularmente orgulhoso. Estou a falar do Gomez, do Rodrigo, do Leston. O Henriques é a excepção que sempre esteve nos GOP. Para mim é um orgulho porque é o resultado do trabalho feito ao longo dos anos.

O que achas da Comunidade Portuguesa de WoT? 

Nós tivemos por algum tempo uma comunidade Multi-Gaming. Entretanto descobri que existiam comunidades como os GrowUp, os ForTheWin, ENG. Grandes comunidades já conhecidas. Não havia necessidade de reinventar a roda. Nós decidimos fechar a nossa comunidade de outros jogos e focarmos- no WoT. Este esforço que está a ser feito com a Liga Portuguesa de WoT está a ser feito para que os clãs Portugueses tenham visibilidade. Que o jogo tenha visibilidade em Portugal e os clãs também tenham visibilidade.

Achas que o jogo é pouco conhecido em Portugal?

Já é mais conhecido mas ainda falta qualquer coisa. É um jogo em que se uma pessoa jogar dois ou três jogos sem o conhecer nunca mais joga. É um jogo muito complexo. Se uma pessoa antes de começar a jogar vir os tier X, as Clan Wars, o pessoal a jogar em equipa, a dar tácticas e a dar ordens durante uma batalha, isso muda.  Isto são as coisas boas do jogo. Poucos jogos têm isto. Se um novo jogador começar com este conhecimento vai ter sucesso. Se começarem a jogar do nada desistem. O objectivo da LPWoT é também atrair novos jogadores, ter exposição na RTP Arena e fazer mais jogadores apanhar o bichinho! 

Achas que o WoT algum dia vai ser um grande nome nos eSports como o CS e o LoL? 

Eu acho que o jogo tem essa possibilidade. Eu acho que este jogo tem mais estratégia que o LoL. Tenho visto streams de torneios e ligas e é parecido. Diferentes heróis no jogo com papéis específicos, tal como nós temos os (tanques) pesados, ligeiros, TDs… No WoT temos mais vantagens. O próprio tanque pode ter papéis diferentes conforme o terreno em que se encontra, se está hull-down ou não, que tornam a competição mais interessante, ou seja, com mais variáveis.

Expectativas para o futuro do WoT?

 Eu julgo que a Wargaming nos últimos tempos fez uma reviravolta de 180 graus. Viram que estavam a perder jogadores e mudaram de filosofia. Começaram a dar ouvido aos jogadores. Reconheceram que não estavam no caminho certo. Isto foi à cerca de um ano. Os updates tem aparecido rapidamente. Vamos ver. Eu julgo que o jogo tem futuro. A WG tem capacidade financeira. 

Existem guerreiras nos GOP?

Já tivemos várias. Destaco a Ovelhinha que é uma excelente jogadora e excelente pessoa. De momento não está nos GOP, saiu para dedicar-se aos estudos, estava a fazer um Mestrado. Não sei em que clã ela está, ou se ainda joga, mas será sempre uma Gopiana e tem sempre a porta aberta e um lugar na equipa. Como qualquer outro ex-GOP.

Que tanque ou tanques retiravas do jogo? 

Acho que o Frenzier provou com o seu exercício de masoquismo no AMX 40 que não há tanques maus neste jogo. Estes tanques têm que existir. Se forem todos bons nenhum tanque se destaca. Um tanque pode ser mediano mas se tiveres uma ou duas más experiências encostas o tanque e fica parado na garagem. Mas às vezes mesmo com um tanque fraco podemos ter jogos brutais. Eu às vezes vejo jogos do Frenzier, que é um excelente jogador e com uma excelente visão de jogo, e penso, “mas porque é que estas batalhas não me aparecem a mim?”, com idiotas de costas ou de lado a comerem e nem se mexem. O segredo é prever o que vai acontecer, conhecer o mapa e o tanque, e saber onde ir para ter resultados. Jogadores como o Frenzier, o Alexandre12387 ou o Circon entre outros do mesmo calibre jogam dois passos à frente de jogadores como nós. Nós jogamos no momento. Eles estão a prever o que vai acontecer um minuto ou dois no futuro. Outra coisa é a atenção constante ao mini-mapa. É sempre mau aparecer um tanque de surpresa atrás de ti. Eu sou “mono-fásico”. Só me consigo concentrar em fazer uma coisa de cada vez. Portanto quando estou a jogar concentro-me a 100% no jogo e tento fazer o melhor possível.

Ouves música durante o jogo? 

Eu sou da velha guarda. Ouço Dire Straits, Rolling Stones, Deep Purple… Rock clássico…

Um ou dois conselhos para jogadores que querem melhorar. 

É o que eu tento fazer. Concentrar-me nas batalhas, perceber onde errei, ter sentido crítico em relação a mim próprio. No início jogava só para desbloquear tanques. É muito difícil melhorar a jogar assim. Por exemplo o Harkonen tem metade das minhas batalhas e melhor WN8. Porquê? Porque ele joga poucas batalhas mas joga-as bem. Temos que ter atenção às características dos tanques e aprender a jogar para os pontos fortes de cada tanque e de cada situação.

Mods?

Não uso mods há dois updates. Os únicos mods que usava era o XVM para ver o WN8 dos jogadores e o dano bloqueado, Já nem isso uso e não noto diferença. Preocupo-me em jogar bem e o resto vem por acrescento.

 

Data de criação do clã:  13/03/2011

Entrevista realizada a “Estepes” Oficial Executivo dos STS

LPWOT – Quem são os STS e como começaram?

STS – Os STS são o Clã mais antigo do WOT em PT (começamos na versão Beta) e decorreu de um grupo de jogagores que jogavam American Army e que decidiram migrar para o WOT.


Qual é a missão/objectivo dos STS?

O nosso maior objectivo é levar mais alto o nome dos STS, jogando com fair play e tendo um comportamento moralmente inatacável – não reagimos a provocações, resistimos às deserções e aos golpes palacianos que infelizmente assaltam a comunidade portuguesa, sempre na defesa do nosso lema: “Unidos… VENCEREMOS!”

Quais as três principais qualidades que os STS pro
curam num jogador?

A principal qualidade que procuramos nos nossos jogadores é a qualidade do carácter. Preferimos recrutar um jogador que seja menos experiente mas que tenha um carácter que se enquadre no nosso grupo, do que ter um jogador com WN8 top mas que não se integra no nosso espírito. A jogadores com pouca experiência podemos facilmente dar experiência e ensinar os princípios do jogo mas a jogadores com mau carácter… É muito mais difícil de mudar. Claro que adicionalmente também procuramos boa disposição e empenho com o clã… e se essas qualidades estiverem presentes… os resultado no campo de batalha aparecerão.

Quais são as vossas ambições competitivas? São um clã competitivo, de confraternização ou ambos?

A esse nível somos um clã que procura competitividade… sem sacrificar a confraternização. Não sacrificamos o bom ambiente para ter melhores resultados com jogadores que possam perturbar o bom ambiente mas também não descansamos enquanto não evoluímos o nível dos nossos jogadores… para obter competitividade.

Acham que o WoT é conhecido em Portugal?

Médio e parece-nos que podia ser mais conhecido. Iniciativas como a LPWOT darão certamente mais visibilidade… se for assegurada a divulgação da mesma para fora dos círculos dos actuais jogadores de WOT.

O que acham da Comunidade WoT em comparação com as comunidades de outros jogos Multiplayer Online?

Parece-nos que a comunidade portuguesa do WOT devia ser mais unida e que cada um de nós devia controlar melhor os seus egos. Há uma enorme pulverização de clãs e se os clã mais pequenos se unissem aos maiores… a comunidade ficaria certamente mais forte.


Existem mulheres guerreiras no vosso Clã? Quantas? Obrigam as vossas companheiras a jogar?

Temos uma tanker no nosso clã, que nesta fase esta pouco participativa mas no passado já tivemos mais guerreiras connosco. Relativamente a obrigarmos alguém a jogar… não é para nós. Aqui acolhemos apenas os que tem vontade de estar connosco… de forma voluntária.


O que esperam do futuro do jogo?

Temos algumas expectativas que gostaríamos de ver cumpridas. Em primeira instância gostávamos que a Wargaming ouvisse mais os jogadores e que Portugal tivesse (se tem não é do nosso conhecimento) assento nos fóruns onde se identificam possíveis melhorias para o jogo. Depois com base nessa participação, da nossa parte sugeríamos que a Wargaming prestasse especial atenção ao “matchmaking”, que procurasse equilibrar as performance das artys e e numero de artys presentes em cada jogo e que procurasse melhor equilíbrio nas batalhas – resultados de 15-0 ou de 0-15… não moralizam ninguém.

Qual é o tanque em que tens mais batalhas e qual o tanque que removias do jogo?

Bom sendo uma resposta do clã… fica difícil de responder porque temos jogadores com perfis muito diversos e ao longo dos tempos os tanques preferidos tem mudado em função das alterações realizadas pela Wargaming. Pare podermos responder com certeza, teríamos que fazer uma sondagem ao nosso clã, porque é assim que funcionamos, ouvindo sempre os nosso membros.


Com qual destes tanques preferias jogar mil batalhas? AMX 40, TOGII ou T95?

A mesma resposta que a 9, mas considerando o perfil dos tanques indicados… diríamos que será necessário muita paciência para jogar mil batalhas com qualquer um deles (talvez o TOG acabasse por recolher a preferência porque permitiria certamente fazer mais créditos).